quinta-feira, 16 de julho de 2020
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
UMA PRODUÇÃO DA EVELYNE BOCQUET .
A familia NEPBIO/Pantanal, agradece a generosidade e a grandeza da atitude da nossa "filha e irmã" Evelyne, em disponibilizar seu tempo e atenção ao nosso modo de viver simples mas com o pensamento elevado. Vivencia essa que temos compartilhado com toda a comunidade cacerense, bem como com a região pantaneira, sempre buscando ser a semente de transformação que o mundo precisa. Obrigados dos cupinzeiros. A natureza agradece.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
PROVOCANDO AÇÕES, VISITA AULA DA E.E. JOÃO FLORENTINO SILVA NETO
Recebemos no NEPBio/Pantanal a geração futura do Distrito do Caramujo/Cáceres-MT, uma turma animada, curiosa, cheios de vontade e sonhos.
Na nossa conversa questionamos nosso comportamento com o espaço em que habitamos que diretamente nos afeta, com a intenção de buscar a solução de forma mais simples possível, o planeta com certeza já esta agradecendo.
Provocamos a turma a serem a semente da transformação das futuras gerações, por que acreditamos que as mudanças já estão acontecendo dentro das pessoas, dentro do coração das pessoas, não dentro das lógicas das pessoas.
E no final deixamos uma proposta aos Professores e ao Corpo de alunos da Escola Estadual JOÃO FLORENTINO SILVA NETO, como também a todas as familias da comunidade: transformar o Distrito do Caramujo em um assentamento humano sustentável, iniciando essa revolução dentro de casa, da escola, amando e tendo mais carinho com a terra. COMO FAZER? Bom! Que tal perguntar pra essa turminha.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
EDUCANDO PARA A SUSTENTABILIDADE, SOMOS RESPONSÁVEIS PELA NOSSA PRÓPRIA EXISTÊNCIA.
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| Visitando uma proposta de assentamentos humanos sustentável Ecovila Jequitibá do Cerrado. |
Um dia maravilhoso e produtivo no NEPBIO/Pantanal, reuniu uma turma sedenta de saber do Curso de Biologia da UNEMAT. Foi um convite a reflexão e a possibilidade de mudança de comportamento tendo como foco inicial dentro de nossas casas, junto com a familia, sendo responsáveis pela própria existência.
"O jeito que fazemos as coisas" pode ser uma sugestão para repensar nosso modo de vida em todos os sentidos com o meio em que habitamos, por que somos, (entendemos assim), a semente que pode transformar e mudar, comportamentos, atitudes, respeito e por ai vai.
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| Preparando a tinta de terra, peneira e pilão |
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| Registrando o momento final das atividades. |
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| Pilando pedaços de terra para a tinta. |
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| Mediadoras da oficina Sueli e Josy. |

segunda-feira, 25 de novembro de 2019
GENTE CONHECENDO A GENTE.
No final de semana recebemos a visita da Evelyne Bocquet (Bélgica), que conheceu um pouco da história do NEPBIO/Pantanal e as casas de Cupim e Bambuba, bem como o florescer da nossa Ecovila. Trocamos experiencias e sonhos na possibilidade de tornar os ambientes humanos mais sustentáveis e conectados com a natureza. Ficamos felizes com a sua visita e energia empolgante que nos contagiou.
No site da Evelyne abaixo tem uma postagem do NEPBIO/Pantanal
https://e-luminescence.com/highlights/
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
AGRICULTURA: TRABALHANDO COM O AMBIENTE. APRENDENDO COM OS MURUNDUS.
CASA DE CUPIM Experiências
Diego Miguel Carioca de Paula (Carioca, D.M.P.)
19/10/2016
(Biólogo/ Bioconstrutor/ Técnico Agrícola)
NEPBio –
Núcleo Experimental de Permacultura e Bioconstrução Três Biomas.
Agricultura: Trabalhando COM o ambiente. Aprendendo
com os murundus.
O processo de transformar
áreas degradadas e solos empobrecidos em jardins férteis e florestas ricas em
biodiversidade permanentemente, com eficiência e baixo custo, exigem muito mais
que correções de ph e aplicação de insumos. Aprendemos que não há maneira
melhor de consegui-lo senão trabalhando junto com os processos ecológicos e
variações estacionais da área e assim, observar, aprender e elaborar o melhor design para se encaixar na engrenagem
que gera a vida em toda a sua abundância.
Inicialmente, quando o
projeto Casa de Cupim foi implantado,
e literalmente, nós fomos semeados na propriedade como novos integrantes desse
ambiente (onde atualmente funciona o NEPBio/Pantanal) houve a necessidade de colocar em prática todo o conhecimento,
que tínhamos até então sobre agricultura, neste caso a convencional, para que
pudéssemos conseguir prover parte de nossa alimentação no local.
Neste caso, o foco foi a
construção de uma grande horta em forma de mandala. Trabalhamos então sobre
princípios básicos de manejo de solo e aproveitando ao máximo os insumos do
terreno, tais como esterco e material vegetal em decomposição (palhada,
troncos, serrapilheira), fontes básicas de nutrientes para as plantas.
Desta forma conseguimos
um resultado inimaginável, as terras que antes eram julgadas inférteis, pelos
moradores locais, agora floresciam com quiabos, rabanetes, couve, alface,
feijões, cenouras, ervas finas, abóbora e muito mais.
| A ilha da Casa de Cupim |
No entanto, dentro de todo esse trabalho que durou mais ou menos 5 meses para a elaboração do desenho, construção da mandala e estabelecimento das culturas, com irrigação e etc., não avaliamos um fator primordial para nossa região, que é um ecótono entre Pantanal, Cerrado e Amazônia.
Especificamente onde o pantanal é predominante existe um fenômeno essencial para o enriquecimento e manutenção desse ecossistema, o denominado Pulso de Inundação, que ocorre nos períodos mais chuvosos do ano, o verão, estas são as chamadas, cheias. Logo, como o pantanal é uma planície, esse evento natural altera toda a vida no entorno dos cursos d’agua, dessa forma não haveria melhor nome para caracterizar a fitofissionomia de savana, onde o NEPBio esta localizado, como Cerrado Alagável.
A estação das chuvas
começou e descobrimos porque essa savana leva esse nome, um fator tão grande e
tão importante, mas que não havíamos levado em consideração no inicio. Assim,
da mesma forma que a água trouxe todos aqueles nutrientes que usamos para
construir os canteiros ela transformou as plantas não adaptadas, neste caso
todas as verduras que havíamos plantado, também em nutrientes.
Essa experiência foi
absolutamente fantástica, pois nos ensinou muito a respeito dos ciclos do
local, e como o ambiente muda drasticamente no decorrer do ano, seca extrema no
outono e inverno (queimadas, terra rachada, sol intenso) e as chuvas fortes na
primavera e verão (água por toda parte).
Enquanto a inundação
subia e descia, durante semanas, tivemos bastante tempo para observar o entorno
e como a vegetação dribla esse evento para sobreviver. Observamos então dois
pontos fundamentais, o primeiro é que toda a planície que sofre inundação é
coberta principalmente por capim (Plantas da família poaceae, as gramíneas)
nesse caso o capim Andropogon sp.,
que por sua vez compreendem espécies indicadoras de solos ácidos e áreas que
sofrem inundações passageiras.
O segundo ponto foi que
toda a vegetação de grande porte, arbóreas, arbustos, lianas (cipós) e algumas
ervas crescem sobre pequenos montes de terra, os chamados murundus (criados a
partir de cupinzeiros, húmus de minhoca e matéria orgânica acumulada). Estes
possuem os mais diversos tamanhos, são ilhas naturais de biodiversidade nesses
campos alagáveis. As plantas que se desenvolvem sobre os murundus suportam a
enchente e ainda retém a matéria orgânica trazida pela água, enriquecendo o
solo.
A partir desses pontos,
chegamos à conclusão de que se quisermos produzir alimentos sem altos custos,
utilizando os processos naturais para tornar a área mais produtiva e abundante
devemos nos inspirar do design da vegetação local, construindo e plantando
sobre murundus. A partir desse principio passamos a construir nossos próprios
murundus, aproveitando as poucas curvas de nível, de parte da propriedade, e
criando corredores entre eles para que a água nos períodos de inundação pudesse
fluir e depositar os nutrientes que ela carrega. Assim, só era necessário que
déssemos o pontapé inicial, fazer a manutenção do sistema e deixar a natureza
seguir seu curso.
Desta maneira iniciamos o
processo de recuperação da área cujas queimadas e degradação sofridas, antes
que chegássemos aqui, haviam diminuído sua produtividade e abundância. Com base
nos princípios da agricultura sintrópica, estamos no inicio da introdução do
sistema de sucessão, onde várias espécies se desenvolvem em conjunto para
preparar o ambiente e melhorar o solo umas para as outras.
A mudança realmente foi
radical, o solo esta ficando mais fértil, animais e insetos estão mais
presentes e espécies vegetais de grande porte estão começando a se desenvolver
por sementes que já estavam no solo somente esperando condições favoráveis, e a
inundação que no inicio era considerada um “inimigo”, transtorno ou
dificuldade, se tornou um grande aliado.
| Preparando murundus. |
sábado, 16 de novembro de 2019
PALESTRA DO NEPBIO/PANTANAL NO 1º ENCONTRO DE ARQUITETURA E ENGENHARIA DA FAPAN/CÁCERES
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| Josi, Diego Miguel e Sueli |
Participamos no dia 14 de novembro do 1º Encontro de Arquitetura e Engenharias na Faculdade do Pantanal/FAPAN, o tema que apresentamos foi "Bioconstrução e Permacultura no Pantanal: mesmo para problemas
complexos as soluções continuam
embaraçosamente simples.” agradecemos o convite e a confiança na nossa proposta de assentamentos humanos mais sustentáveis.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
OFICINA DE BIOCONSTRUÇÃO NA 14ª EDIÇÃO DA SEMANA DE BIOLOGIA (SEMABIO) E 1º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS DA UNEMAT.
Uma oportunidade de apresentar ferramentas a comunidade que possam levar a reflexão, à soluções de problemas e ao estimulo a mudança de comportamento.
Nossa primeira experiencia com parceria em evento da UNEMAT, foi um sucesso, agradecemos a confiança, principalmente do Departamento de Biologia.
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| Dando outro destino as garrafas de vidro. |
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| Tudo começa dentro de casa, o cuidado com a separação dos resíduos orgânicos, industriais, o respeito com a água que utilizamos e descartamos, e por ai vai... |
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| Dando outro destino as garrafas de vidro, detalhes no murinho de adobe. |
sexta-feira, 31 de maio de 2019
SOMOS A SEMENTE DA TRANSFORMAÇÃO. OFICINA DE BIOCONSTRUÇÃO COM ALUNOS DO IEC/CÁCERES-MT.
Dois intensos dias de muita prática e troca de conhecimento com os alunos do Instituto Educacional de Cáceres - IEC junto com os corajosos professores e coordenadora dessa instituição.
O tema foi as comemorações da semana do meio ambiente, mas, aprendemos juntos que todo dia é dia de pensar no meio ambiente.
Dessa forma buscamos atividades que fizeram as crianças entenderem que elas são parte integrante do ecossistema, assim como são a flora e a fauna e passarem a ter percepção que os danos que causamos ao meio ambiente vão ter reflexo direto na sua vida futura, por isso cada um é uma semente de transformação.
Agradecemos ao empenho e dedicação dos Mestres: Profª Erinéia Nascimento e Maria Auxiliadora de França (Coordenadoras Pedagógicas do IEC), Professores: Adrielson Assunção; Andréia Ramos; Danilo Martins; Emilene de Miranda; Jéssica Miranda; Silnéia Lima e Vanilda Esteves
Agradecemos ao empenho e dedicação dos Mestres: Profª Erinéia Nascimento e Maria Auxiliadora de França (Coordenadoras Pedagógicas do IEC), Professores: Adrielson Assunção; Andréia Ramos; Danilo Martins; Emilene de Miranda; Jéssica Miranda; Silnéia Lima e Vanilda Esteves
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| Pés no barro. |
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| Mãozinhas de barro. |
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| Foto: Profº Adrielson Oliveira |
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| Foto: Profº Adrielson Oliveira |
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| Foto: Profº Adrielson Oliveira |
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| Baguera na porta guardando a entrada do cupinzeiro. |
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| Caminhando e conhecendo a comunidade. Foto: Profº Adrielson Oliveira |
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| Fogão a lenha. Foto: Profº Adrielson Oliveira |
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