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domingo, 18 de junho de 2017

TODOS PODEM BIO-CONSTRUIR.

Quando falamos em construção com materiais como barro, palha, areia, bambu, entre outros, a impressão de muitos que vem por curiosidade ver o projeto é de que a estrutura não durará muito tempo por aparentar fragilidade ou por não ser reto, liso, “ter estética”, com paredes sem caroços e defeitos.



Sem alongar muito nessa questão, afirmamos que a bioconstrução está muito conectada ao modo como percebemos o espaço e ao conceito de que forma e função é uma coisa só. 

Nós acreditamos que o desenho da casa, por exemplo, pode ajudar as pessoas que nela vivem a se desenvolverem melhor. 

Os fatores geográficos também são considerados na construção do seu sonho, como as direções do nascer do sol, predominância de vento e chuva, paisagem, entre outros. 

Cada casa que desenhamos juntos é enraizada com o local. Ela nasce desse local.

Todos são capazes de construir sua “casa” e criar seu próprio ambiente.





Além disso, enfatizamos a importância de vivermos em comunidade. 
É muito mais fácil construir sua própria “casa” com ajuda dos amigos do que sozinho. 

Esse mundo capitalista nos torna muito individualista é todo mundo por conta própria.




Por isso, tentamos resgatar a tradição dos mutirões que valoriza a possibilidade de construir juntos, das técnicas ancestrais de construção entre outros. Esse pode ser um momento divertido e não um trabalho pesado. 







terça-feira, 23 de maio de 2017

PROJETO ENCONTRO

O projeto Encontro é um espaço pensado para atender a um sonho da Professora Ivanir neste ano. 
Para erguer o sonho lançamos mão das tecnologias sociais alternativas que conhecemos ao longo do período de vivências na Casa de Cupim. 
Dessa forma mantemos a busca por uma construção de baixo impacto ambiental, integrando design tradicionais e contemporâneos e ambientes balanceados. 
A busca pelo equilíbrio na forma de construir nos incentiva sempre ao uso de materiais de construção não processados, como a terra, usando diferentes técnicas, como o sistemas do hiperadobe, taipa, em bambu entre outros. 





















 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

EDUCANDO PARA A SUSTENTABILIDADE: OFICINA EDUCATIVA DE CONSTRUÇÃO DE HORTA VERTICAL COM GARRAFAS PET E ESTRUTURA EM BAMBU.



Passamos uma semana na capital Cuiabá trocando experiências com a equipe de profissionais da educação do SESC Escola. 
A proposta das oficina foi de apresentar ferramentas ecológicas e alternativas que auxiliassem no desenvolvimento e na implantação de atividades transformadoras da rotina escolar, e que integrassem professores, alunos e funcionários na construção de um ambiente mais harmonioso com a natureza, estimulando a interdisciplinaridade, a construção da consciência ecológica e a produção de alimentos; 

construímos a estrutura da horta vertical em bambu.






O contato com a terra foi importante e "diferente" para os alunos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

CONSTRUINDO EM BAMBU E BARRO.



Realizando o desejo do nosso amigo Abner, construímos uma divisória em bambu e barro na casa dos Macacos do Brejo.





domingo, 30 de abril de 2017

CASA DE CUPIM/NUCLEO EXPERIMENTAL DE PERMACULTURA E BIOCONSTRUÇÃO DOS TRÊS BIOMAS - NEPBIO


Olá a todos que seguem o blog, primeiro gostaria de me desculpar, em nome da Casa de Cupim, pela falta de atenção que temos dado a nossa página neste espaço.
Em 2016 passamos por um processo interno de renovação pessoal e re-organização da proposta do Núcleo Experimental de Permacultura e Bio-construção dos Três Biomas - NEPBio/Casa de Cupim.
Nossa pretensão a partir de agora é aproveitar o potencial deste espaço como plataforma de comunicação das nossas idéias, com, o público em geral.
Várias coisas aconteceram e estão acontecendo, em breve, teremos uma enxurrada de material novo publicado.
Então até lá!
Abraços com muita energia positiva a todos!


quinta-feira, 13 de abril de 2017

DA INVEJA.

Diz o rabino Nilton Bonder: “a língua ídiche possui um verbo único: farguinen. 
Significa “abrir espaço”, ou “compartilhar prazer”.
É o exato oposto de invejar. 
Alcançar farguinen nos liberta da pesadíssima carga que o invejoso carrega.
Cada vez que você consegue festejar a vitória do outro, terá recebido méritos pelos quais você mesmo poderá festejar.
E, desta maneira, estabelecerá redes de confiança que enriquecem a vida.”
“Sofrer com o amigo ou com o próximo é muito mais fácil que farguinen.
É muito difícil compartilhar dos momentos alegres do outro com sinceridade.
Mas, da mesma forma, as recompensas são proporcionais. 
Aquele com quem compartilhamos a dor, permanece grato.
Mas aquele com quem compartilhamos alegria, manterá para sempre o carinho e a amizade”.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

AJUDE A CONSTRUIR O ESPAÇO DE VIVÊNCIA DA CASA DE CUPIM ;) VAMOS COM O CATARSE!

  
   O projeto Casa de Cupim, a partir deste mês outubro, passou a participar de um programa de financiamento coletivo (ou Crowdfunding), um sistema onde qualquer pessoa pode apoiar e ajudar o projeto a se desenvolver mais e mais a cada dia para realizar seus objetivos junto a comunidade e o meio ambiente, tanto na educação e conscientização ambiental (ecopedagogia) quanto no desenvolvimento e aplicação de tecnologias ecológicas de baixo custo nos campos da Bioconstrução e Permacultura. Atividades estas que já desenvolvemos desde 2012 com a criação do NEPBio (Núcleo Experimental de Permacultura e Bioconstrução Três Biomas) aqui em Cáceres - MT.
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DE UM CLICK NO LINK DO CATARSE AO LADO E DE A SUA COLABORAÇÃO.      


Temos o pensamento de que o trabalho em conjunto faz toda a diferença quando falamos a respeito de sustentabilidade e consciência ecológica. Desta forma, por meio do site CATARSE encontramos uma forma Eficiente, Fácil e Segura na busca de apoio para realização de um sonho, neste caso, a construção de uma sala de aula para que possamos receber mais adequadamente e com mais conforto os nossos visitantes, alunos e professores, para realizar mini cursos, palestras, vivências e acima de tudo criar um ambiente para a troca  desses conhecimentos e experiências.



Por isso, estamos convidando vocês a nos ajudar a realizar este sonho
 e assim propiciar a troca e difusão de conhecimentos sobre esses temas importantíssimos na atualidade. 
Toda ajuda é bem vinda :) e faz toda diferença! ;)
A construção da área de convivência e recepção,  terá a função de ser o espaço onde serão realizadas as palestras, vivências de bio-construção, rodas de conversa, enfim praticamente todas as atividades coletivas da chácara.





Ao lado palestra diurna para alunos do SESC/Cáceres-MT, embaixo dos Cambarás.











Nesta imagem a palestra noturna para alunos do SESC/Cáceres-MT, Também embaixo dos Cambarás.












Alunos do 7º Sem de Ciências Biológicas (UNEMAT) 2015.




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

CASA DE CUPIM Experiências - Agricultura: Trabalhando COM o ambiente. Aprendendo com os murundus.


O processo de transformar áreas degradadas e solos empobrecidos em jardins férteis e florestas ricas em biodiversidade permanentemente, com eficiência e baixo custo, exigem muito mais que correções de ph e aplicação de insumos. Aprendemos que não há maneira melhor de consegui-lo senão trabalhando junto com os processos ecológicos locais e assim, observar, aprender e elaborar o melhor design para se encaixar na engrenagem que gera a vida em toda a sua abundância.
Inicialmente, quando o projeto Casa de Cupim foi implantado, e literalmente, nós fomos semeados na propriedade (onde atualmente funciona o NEPBio), houve a  necessidade de colocar em prática todo o conhecimento, que tínhamos até então sobre agricultura, neste caso a convencional, para que pudéssemos conseguir prover parte de nossa alimentação no local.
Neste caso, o foco foi a construção de uma grande horta em forma de mandala. Trabalhamos então sobre princípios básicos de manejo de solo e aproveitando ao máximo os insumos do terreno, tais como esterco e material vegetal em decomposição (palhada, troncos e serrapilheira), fontes básicas de nutrientes para as plantas.
Desta forma conseguimos um resultado inimaginável, as terras que antes eram julgadas inférteis, pelos moradores locais, agora floresciam com quiabos, rabanetes, couve, alface, feijões, cenouras, ervas finas, abóbora e muito mais.
No entanto, dentro de todo esse trabalho que durou mais ou menos 5 meses, para a elaboração do desenho, construção da mandala e estabelecimento das culturas, com irrigação e etc.,  não avaliamos um fator primordial para nossa região, que é uma área de transição (ecótono) entre os biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia.
Especificamente onde o pantanal é predominante existe um fenômeno essencial para o enriquecimento e manutenção desse ecossistema, o denominado Pulso de Inundação, que ocorre nos períodos mais chuvosos do ano, o verão, é o processo denominado “cheia”. Logo, como o pantanal é uma planície, esse evento natural altera toda a vida no entorno dos cursos d’agua e dessa forma não haveria melhor nome para caracterizar o tipo de vegetação local (fitofisionomia) onde o NEPBio esta localizado, como Cerrado Alagável.
A estação das chuvas começou e descobrimos porque essa savana leva esse nome, um fator tão grande e tão importante, mas que não havíamos levado em consideração no inicio. Assim, da mesma forma que a água trouxe todos aqueles nutrientes que usamos para construir os canteiros ela transformou as plantas não adaptadas a esse processo, neste caso todas as verduras que havíamos plantado, também em nutrientes, deixando todas submersas, realmente perdemos toda a produção.
Essa experiência foi absolutamente fantástica, pois nos ensinou muito a respeito dos ciclos do local, e como o ambiente muda drasticamente no decorrer do ano, desde a seca extrema no período de outono e inverno, com as queimadas, terra rachada e sol intenso, e o período de chuvas na primavera e verão, neste caso água por toda parte.
Enquanto a inundação subia e descia, durante semanas, tivemos bastante tempo para observar o entorno e como a vegetação dribla esse evento para sobreviver. Observamos então dois pontos fundamentais. O primeiro, é que toda a planície que sofre inundação é coberta principalmente por capim (Plantas da família Fabaceae, as gramíneas) nesse caso o capim Andropogon sp., que por sua vez compreendem espécies indicadoras de solos ácidos e áreas que sofrem inundações passageiras. O segundo ponto, foi que toda a vegetação de grande porte, arbóreas, arbustos e as de menor porte como as lianas (cipós) e algumas ervas, crescem sobre pequenos montes de terra, os chamados murundus, que compreendem formações criadas a partir de cupinzeiros, húmus de minhoca e matéria orgânica acumulada. Estes possuem os mais diversos tamanhos, são ilhas naturais de biodiversidade nesses campos alagáveis.
As plantas que se desenvolvem sobre os murundus suportam a enchente e ainda retém a matéria orgânica trazida pela água contribuindo para o enriquecimento do solo.
A partir desses pontos, chegamos à conclusão de que se quisermos produzir alimentos sem altos custos, utilizando os processos naturais para tornar a área mais produtiva e abundante, devemos nos inspirar do design da vegetação local, construindo e plantando sobre murundus. A partir desse principio passamos a construir nossos próprios murundus, aproveitando as poucas e leves curvas de nível em parte da propriedade e criando corredores entre eles para que a água nos períodos de inundação pudesse fluir e depositar os nutrientes que ela carrega. Assim, só era necessário que déssemos o pontapé inicial, fazer a manutenção do sistema e deixar a natureza seguir seu curso.
Desta maneira iniciamos o processo de recuperação da área cujas queimadas e degradação sofridas, antes que chegássemos aqui, haviam diminuído sua produtividade e abundância. Com base nos princípios da agricultura sintrópica, estamos no inicio da introdução do sistema de sucessão, onde várias espécies se desenvolvem em conjunto para preparar o ambiente e melhorar o solo umas para as outras.

A mudança realmente foi radical, o solo esta ficando mais fértil, animais e insetos estão mais presentes e espécies vegetais de grande porte estão começando a se desenvolver por sementes que já estavam no solo somente esperando condições favoráveis, e a inundação que no inicio era considerada um “inimigo”, transtorno ou dificuldade, se tornou um grande aliado.

Diego Miguel Carioca de Paula (Carioca, D.M.P.) 19/10/2016
(Biólogo/ Bioconstrutor/ Técnico Agrícola)
NEPBio – Núcleo Experimental de Permacultura e Bioconstrução Três Biomas.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

O ENTUSIASMO MOVE AS PESSOAS.







Vista da Casa de Cupim após a primeira chuva da primavera.








Após a chuva recolhemos palha do aceiro para forragem do solo da horta.